O ato público foi realizado com uma passeata, realizada neste fim de semana, nas ruas do Centro da cidade. Parentes e amigos de pessoas que perderam a vida ou sofreram lesões em graves acidentes de trânsito participaram da manifestação.
A ação foi organizada por parentes de Keyllene Nogueira de Almeida, de 27 anos, uma das vítimas fatais de um acidente ocorrido no dia 12 de maio deste ano, na estrada da Ponta Negra, zona Oeste da capital. Juntamente com um amigo, Keyllene empurrava o veículo em que estava com um grupo de pessoas, que tinha sofrido uma pane, quando uma pick-up S-10 bateu na traseira do carro em alta velocidade. Com o impacto, ela e o amigo, José Henrique Monteiro Galvão, de 18 anos, tiveram as pernas arrancadas e morreram na hora.
A mãe de Keyllene, Alcilene Amoedo, acredita que ações como essa passeata possam sensibilizar outras pessoas e salvar muitas vidas. Ela também pede justiça no caso da filha, pois a família não se conforma que o responsável pelo acidente, o assistente administrativo Renato Benigno esteja solto.
Alcilene destaca ainda, que em nenhum momento, o condutor da pick-up procurou a família para ao menos fazer um pedido de desculpa.
Além dos dois mortos, o acidente ainda deixou três pessoas feridas: dois adolescentes de 16 e 17 anos, e Johne Lemos Rodrigues, de 24 anos.
O julgamento de Renato Fabiano dos Santos Benigno, que está em liberdade por decisão da Justiça desde a semana passada, está marcado para o dia 19 de setembro, em júri popular. Ele vai responder pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, porque dirigia sob efeito de álcool.
