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Evento confirma importância do papel das parteiras tradicionais indígenas, no atendimento ao parto, no Interior do Am

Com a finalidade de capacitar, fortalecer as ações de cadastramento, organização e articulação das parteiras tradicionais, termina nesta sexta-feira (06), o Encontro de Parteiras Tradicionais Indígenas do Alto Solimões. Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) em parceria com o Distrito de Saúde Especial Indígena (DSEI) daquela região, o evento, que teve início na última segunda-feira (2), reuniu 20 parteiras indígenas, das etnias Ticuna e Cocama, que atuam no atendimento ao parto domiciliar, com as secretarias estadual e municipal de Saúde.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Wilson Alecrim,  “Em nossa região, as parteiras ainda têm um papel muito relevante no atendimento ao parto. O trabalho que elas realizam precisa ser apoiado e cada vez mais qualificado, como parte das estratégias preconizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e Rede Cegonha, para o fortalecimento do parto humanizado”, frisou .

A capacitação, com carga horária de 36 horas, está acontecendo na sede da Secretaria Municipal da Saúde de Tabatinga, distante 1.105 quilômetros de Manaus. As atividades foram organizadas e estão sendo realizadas pela Coordenação Estadual de Saúde da Mulher, da Susam, com o DSEI do Alto Solimões.

Reanimação neonatal – Como nas capacitações anteriores voltadas para esse público, as parteiras receberam treinamento em medidas de reanimação neonatal e novos kits de trabalho, com insumos como bacia, tesoura, compressas e fios de intersecção do cordão umbilical, e também um exemplar da cartilha “Livro das Parteiras”, produzido pelo Grupo Curumim, em parceria com o Ministério da Saúde.

A coordenadora de Saúde da Mulher, Sandra Cavalcante, explica que as ações de capacitação das parteiras tradicionais vêm sendo executadas desde junho de 2009, com o objetivo de assegurar a melhoria do parto e do nascimento domiciliar assistido, contribuindo para a redução dos indicadores de mortalidade materna e neonatal. “As parteiras tradicionais são parceiras importantes nesse processo e a política adotada pelo SUS é a de qualificá-las, valorizando seus saberes tradicionais”, diz a coordenadora.

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