
Sem previsão de quando suas cirurgias serão realizadas, pacientes internados com trauma raquimedular (TRM) no Hospital e Pronto-(HPS) Socorro João Lúcio, aguardando os procedimentos cirúrgicos, se manifestam preocupados em perder os movimentos.
A situação foi levada nessa quarta-feira (16), à Câmara Municipal de Manaus (CMM), por um grupo de familiares, e apresentada ao vereador vereador Marcelo Serafim (PSB). O problema também foi levada ao Ministério Público.

“Esses pacientes estão com a coluna fraturada e só sairão do risco de ficar paraplégicos quando passarem pelo procedimento cirúrgico,” afirmou. “O problema é que, segundo informaram os familiares, o estoque do material utilizado neste tipo de cirurgia se esgotou e não tem previsão de normalização. Sabemos que quanto maior o tempo de internação maior é o risco de desenvolver comorbidades como pneumonia hospitalar, infecção urinária, escaras de decúbito, sem falar que estão internados em leitos que poderiam ser ocupados por outros pacientes”, disse o vereador.
O Hospital Pronto Socorro João Lúcio é o único hospital da rede pública de saúde que opera pacientes com fraturas da coluna, na categoria de urgência e emergência. A unidade atende pacientes do Amazonas e também de outros estados da Região Norte. “Atualmente os pacientes esperam internados em macas, sem o mínimo conforto, com limitações de movimentos inerentes ao quadro clínico, esperando por um procedimento que não tem previsão para acontecer”, relata Serafim.
A denúncia também foi encaminhada à Comissão de Saúde da CMM, que tem atuado na defesa dos servidores da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), diante da grave crise instalada no Amazonas.
