
Os contrastes marcam mais uma comemoração dos 120 anos do Teatro Amazonas. Intitulado “Mínimo Máximo”, o próximo concerto da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) vai abordar dois estilos musicais extremamente diferentes. Marcado para começar às 20h desta terça-feira, dia 8 de novembro, o espetáculo que acontece no palco do Teatro Amazonas (Largo de São Sebastião, s/nº, Centro, zona sul) terá entrada gratuita e classificação livre. Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura, o repertório traz obras de dois compositores que caracterizam o estilo barroco – Arcangelo Corelli e Johann Sebastian Bach – e dois compositores que representam o minimalismo – Philip Glass e John Adams. Na noite, quem rege a Orquestra é o maestro Marcelo de Jesus. De acordo com o regente, os dois estilos são inspiradores por serem muito distintos, cada um com as suas características. “O estilo barroco preza pelo excesso de tons, com muitos recursos. Já o minimalismo, chega com uma contenção de materiais. Sendo assim, nós temos um embate: o mínimo e o máximo!”, contou Marcelo.
Compositor de música contemporânea, Philip Glass nasceu em janeiro de 1937, em Baltimore, EUA. Aos seis anos de idade começou a tocar violino e aos oito dedicou-se à flauta. Ao longo da sua formação musical recebeu influências de compositores diversos, até descobrir as técnicas da música indiana, ao transcrever os trabalhos do músico indiano Ravi Shankar para a notação ocidental. Determinante para a sua evolução musical, o contato com a música indiana abriu-lhe as portas do minimalismo, do qual os trabalhos “String Quartet No.1” (1966) e “Two Pages” (1967), são exemplos.
