O Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba denunciou oito pessoas envolvidas em atos de recrutamento e promoção de organização terrorista. Os suspeitos foram identificados antes da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro pela Operação Hashtag, da Polícia Federal (PF).
O Ministério Público também solicitou a prisão preventiva dos denunciados e pediu a aplicação de medidas alternativas a outras seis pessoas envolvidas no caso, até o fim das investigações policiais. Doze pessoas foram detidas no mês de julho, duas semanas antes da abertura da Rio 2016. Os suspeitos foram encaminhados para a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
As prisões realizadas durante a Operação Hashtag foram as primeiras feitas com base na Lei Antiterrorismo, sancionada em março deste ano. Essas também foram as primeiras detenções que aconteceram por suspeita de ligação com o Estado Islâmico, grupo terrorista que atua no Oriente Médio, mas que já cometeu atentados em diversas outras partes do mundo.
No Amazonas,Oziris Moris Lundi dos Santos foi preso, durante a operação. Oziris é casado há 4 anos e tem um filho. Trabalhou como servidor temporário no cargo de auxiliar administrativo na Secretaria da Segurança Pública de Amazonas (SSP-AM) e cursava ensino superior, em uma faculdade particular da capital do Estado. Segundo a SSP-AM, Oziris atuou no Centro Integrado de Operações (Ciops) até abril deste ano, mas o nome dele consta até maio no Portal da Transparência.
Segundo o Ministério da Justiça, os investigados na operação responderão individualmente pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa

