Secretaria Municipal de Saúde estima que rombo com desvios de medicamentos públicos chegue a R$ 250 mil. Mas o valor pode ser muito maior com os desdobramentos da “Operação Esculápio” que desarticulou a organização criminosa composta por servidores públicos.

Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, os desvios de medicamentos públicos do departamento de logística da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) pode chegar a um rombo superior a R$ 250 mil.

O esquema de desvios de medicamentos que deveriam ser entregues nas unidades de saúde da capital e da região metropolitana de Manaus, mas que tinham como destino drogarias e farmácias particulares, foi descoberto por meio de uma denúncia anônima. Durante dois meses, a polícia investigou o grupo criminoso de servidores que atuavam como prestadores de serviços da Secretaria Municipal de Saúde, na distribuição, transporte e entrega de medicamentos. O delegado do município de Iranduba, Paulo Mavignier, deu mais detalhes sobre como os suspeitos agiam.
“Eles tiravam caixas de dentro da prefeitura e escondiam nos carros. Ou tiravam do fundo da caixa. Eles subtraíam medicamentos caros, como antibióticos ou medicamentos com retenção de receita. Todo dia, eles subtraiam medicamento. Em Iranduba, o medicamento era entregue na cabeceira da ponte”, disse o delegado.
Durante a Operação “Esculápio”, foram cumpridos 10 mandados de prisões preventivas e outros 14 mandados de busca e apreensão. Ao todo, foram presas 15 pessoas, algumas em flagrante pela receptação do medicamento que foi apreendido em diversas drogarias de Manaus, Iranduba e Cacau Pirera. O remédio que deveria ser distribuído gratuitamente nas unidades de saúde, revendido a população, um crime que o secretário de saúde considerou hediondo.
O delegado Paulo Mavignier disse que as investigações vão continuar e que outras pessoas podem ser presas.
A operação foi realizada em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Secretaria Executiva-Adjunta de Operações (Seaop), Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), Polícia Civil e Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus). A Visa acompanhou as apreensões para identificar lotes de remédio da Prefeitura.
Os suspeitos presos vão responder pelos crimes de peculato, associação criminosa, receptação e furto qualificado.
