A representação da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia da Brasileira (Coiab), no estado do Amazonas, decidiu ir ao Ministério da Justiça (MJ) e também à direção nacional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, tentar intermediar uma saída para a situação de conflito enfrentada pelos índios da etnia Tenharim, que vivem às margens da BR 230 – a rodovia federal Transamazônica, município de Humaitá, na região Sul do Estado, e também a retomada da sede da Funai, em Manaus, que está ocupada por indígenas há mais de dois meses.
O coordenador da Coiab, João Neves, disse que a decisão foi tomada em conjunto, por todas as lideranças indígenas do estado.
Em relação à ocupação da sede da Funai, em Manaus, o coordenador da Coiab afirmou que todas lideranças indígenas são contrárias ao ato, que, segundo ele, é unilateral – de apenas uma etnia – e que está prejudicando a maioria dos indígenas do Estado, principalmente, os que estão no interior e que, por conta do fechamento da Funai em Manaus estão sem ter acesso aos benefícios que eles têm direito.
Em relação à situação do povo Tenharim, que vive situação de conflito com a população de não índios do município de Humaitá, o coordenador da Coiab disse que a entidade vai encaminhar um documento de apoio formal das organizações indígenas brasileiras aos Tenharim e também ao Ministério Público Federal (MPF), em apoio às ações que o órgão vem empreendendo em defesa dos direito da etnia.
