De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão da Susam responsável pelo monitoramento epidemiológico da doença, a tendência de queda deve ser ainda mais expressiva, a partir deste mês. “Com a redução no volume de chuvas, a formação e a manutenção dos criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, também vão diminuindo. No entanto, as ações de prevenção desenvolvidas devem ser contínuas”, diz o secretário estadual da Saúde, Wilson Alecrim, que destaca, ainda, a importância de manter a população do mosquito em baixa densidade, para que, na nova temporada de chuvas, a taxa de reprodução do vetor também seja pequena, contribuindo, assim, para uma baixa transmissão da doença.
Segundo o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, atualmente 30 municípios do Estado registram a presença do Aedes aegypti, com possibilidade de transmissão da doença. Dentre eles, apenas 22 cidades apresentaram a circulação viral.
No Levantamento Rápido de Índice do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em janeiro deste ano, em 26 municípios considerados potenciais para o desenvolvimento de epidemias, verificou-se que 10 apresentavam alto risco para a doença, tendo sido destectada a presença de larvas do mosquito em mais de 4% dos imóveis.
No último levantamento, feito em abril, mesmo mantidas as condições ambientais favoráveis à proliferação do mosquito, identificou-se uma diminuição substancial do risco nos mesmos municípios, com nenhum deles inseridos na condição de alto risco.
O diretor da FVS-AM ressalta que é necessário manter as ações de prevenção e a população precisa continuar atenta à água parada e ao lixo acumulado, para evitar a formação de criadouros do mosquito. “Ao setor de saúde, nos municípios, cabe capacitar os técnicos das unidades para identificar os sintomas precocemente, sem demora, e, assim, evitar óbitos”, diz Albuquerque.
O chefe do Departamento de Vigilância Ambiental (DVA-FVS), Ricardo Passos, disse que técnicos estão sendo capacitados a identificar novos criadouros do mosquito, considerando a dinâmica e capacidade de sobrevivência do vetor.Conforme explica o chefe do DVA, os profissionais da FVS se preparam para implantar nos 62 municípios do Amazonas, a partir de junho, o novo Sistema de Informação do Programa Nacional de Controle da Dengue (SISPNCD), do Ministério da Saúde, que permitirá, dentre outros aspectos, imprimir maior rapidez na atualização de informações sobre os casos da doença, permitindo a produção de relatórios por áreas.
Neste ano, no Amazonas, já foram notificados 15.738 casos de dengue, sendo 10.380 na capital; 1.095 em Humaitá; 1.035 em Coari; 754 em Manacapuru; 558 em Tabatinga; 251 em Santo Antônio de Içá; 218 em Itacoatiara; 174 no Careiro e 167 em Boca do Acre.
