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Novo prefeito de Codajás-Am toma posse hoje (13)

13/08/13 – O técnico em saúde Joel Gomes de Oliveira (PT), 2º colocado nas eleições de 2012, para prefeitura de Codajás, foi diplomado prefeito pela Justiça Eleitoral, nesta segunda-feira (12) e nesta terça-feira (13), às 15h, será empossado no cargo.

Em entrevista à CBN Manaus, o novo gestor municipal disse que assume a prefeitura certo de que terá muito trabalho pela frente. Segundo Joel Gomes de Oliveira, o município foi abandonado pelo ex-prefeito, Abraham Lincoln, que perdeu o cargo após ter o registro da candidatura dele negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na lei da ficha limpa.

Embora afirme que vai precisar reorganizar a administração para começar a trabalhar, o novo prefeito anuncia medidas emergenciais que pretende adotar, começando pela saúde pública.

Outro agravante, segundo o prefeito Joel Gomes, é o inchaço da máquina pública. Segundo ele, a prefeitura emprega hoje 1 mil e 64 funcionários, quando na opinião dele, bastariam 600 para fazer o município funcionar.

O ex-prefeito Abraham Lincoln Dib Bastos (PSD) já governou o município de Codajás por duas vezes. Nas últimas eleições, ele obteve a maioria dos votos – 45% – e governaria o município pela quarta vez, não tivesse sido cassado pelo TSE por improbidade administrativa na aplicação de recursos federais.

No último dia 21 de maio, por maioria, os ministros do TSE cassaram o registro de candidatura do prefeito reeleito, Abraham Lincoln Dib Bastos, por considerá-lo ficha suja e anularam todos os votos dele.  O segundo colocado, Joel Gomes de Oliveira, que assume o comando da prefeitura de Codajás nesta terça-feira, obteve 4 mil 206 votos, o equivalente a 39,18%.

Durante oito anos, o prefeito de Codajás não prestou contas de recursos recebidos de um convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Pela omissão de Abraham Lincoln, o Tribunal de Contas da União (TCU) julgou as contas dele irregulares, configurando ato doloso (quando há a intenção de praticar) de improbidade administrativa. O processo de cassação do registro do ex-prefeito foi iniciativa do Ministério Público (MP).

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