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Nova lei permite que cartórios solucionem conflitos judiciais

Passou a vigorar em dezembro de 2015 a Lei nº 13.140/2015, que permite a resolução de conflitos como cobrança de dívidas, brigas de trânsito, controvérsias familiares, entre outros, com auxílio dos cartórios extrajudiciais. Essa regulamentação contribuirá para o processo de desjudicialização, facilitando a vida da população.

Cobrança de dívidas, brigas de trânsito, controvérsias familiares, entre outros assuntos, poderão ser resolvidos nas unidades

Cobrança de dívidas, brigas de trânsito, controvérsias familiares, entre outros assuntos, poderão ser resolvidos nas unidades

O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Rogério Portugal Bacellar explicou que a lei veio para desafogar a justiça, fazendo com que os cartórios assumissem o papel de juizados especiais de pequenas causas, como estipulado há alguns anos.

“O Poder Judiciário há anos atrás criou um mecanismo para desafogar a justiça, que foram os juizados especiais de pequenas causas. No início, desafogou a justiça realmente. Mas, no decorrer do tempo, eles ficaram sobrecarregados de serviço. Hoje, então, tanto a justiça normal quanto os juizados especiais estão sobrecarregados”, disse.

De acordo com Rogério Portugal, a partir desta nova lei, a sobrecarga da justiça e dos juizados especiais tende a ser amenizada pela ajuda dos cartórios extrajudiciais.

“Esta nova lei traz um leque muito grande, onde não só os notários da magistratura, mas todos os funcionários públicos e o próprio Poder Judiciário podem fazer a mediação e a conciliação e acertar alguns conflitos”, esclarece.

Segundo o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), agora serão mais de 15 mil pontos de atendimento em todo o Brasil para atender a população, o que deve desafogar muito o Poder Judiciário.

“Cada distrito, subdistrito, comarca ou município que tenha um cartório podem estar preparados para prestar esse serviço. Com isso, vai desafogar bastante o Poder Judiciário. Espero que possamos contribuir cada vez mais para que o povo seja melhor atendido”, conclui.

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