O nível do rio Madeira, que corta Porto Velho, em Rondônia, continua em subida e nesta terça-feira (4) registrou 18,73 metros. Na última grande enchente na região, em 1997, o rio atingiu 17,52 metros.
Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, Denargli da Costa Farias, ainda há previsão de chuvas fortes na Bolívia, o que influencia diretamente o nível do rio. A Defesa Civil do Estado adiantou está preparada caso seja preciso remover mais famílias de suas casas.
Atualmente, 2.041 famílias atingidas pela cheia do rio Madeira estão em 43 abrigos de Porto Velho e em outros distritos. Em São Carlos e Nazaré, todas as famílias precisaram deixar suas casas.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil enviou para Rondônia 500 barracas com capacidade para até dez pessoas, que serão instaladas na região do médio e baixo Madeira, segundo o tenente-coronel Farias.
Ele explicou que as equipes de socorro e assistência estão em trabalho constante, coordenando os abrigos, a distribuições de alimentos e verificando a situação e a segurança das casas alagadas. “Eles [os desabrigados] também querem saber como estão suas casas, suas propriedades, mas temos que manter uma disciplina dentro do abrigo e cada vez mais melhorar a assistência para que as famílias não saiam da rotina”, disse o coronel.
O Navio de Assistência Hospitalar Oswaldo Cruz, da Marinha do Brasil, está ancorado em Porto Velho para dar suporte aos atendimentos médicos e odontológicos e para a aplicação de vacinas. São três médicos, três dentistas, um farmacêutico e seis enfermeiros a bordo, além de uma tripulação formada por oito oficiais e 43 praças que estão recebendo os casos encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho.
O governo estadual do Acre também trabalha para que o estado não sofra com o desabastecimento. Na BR-364, que liga Rondônia ao Acre, veículos grandes ainda conseguem trafegar. A rodovia está sendo monitorada constantemente pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e chegou a ser interditada na última quinta-feira (27).
Segundo Farias, é feita uma operação para que a balsa chegue mais perto das áreas não alagadas. Quatro caminhões do Exército, com a suspensão mais elevada, também fazem o transporte de produtos para o Acre.
Fonte: Agência Brasil
