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Negociações como motoristas de ônibus não avançam e Manaus amanhece sem transporte coletivo no feriado de Corpus Chisti. Prefeitura vai entrar na justiça contra motoristas e empresários.

A foto registra como as ruas da cidade amanheceram neste feriado de Corpus Christi. Menos mal para os usuários do sistema de transporte coletivo da capital, pelo menos os que não precisaram chegar ao trabalho, como todos os dias.

Nos terminais e pontos de ônibus pela cidade, as imagens desta manhã, nos grupos de WhatsApp mostram, são estas que você acompanha no site.

As negociações entre a prefeitura, motoristas de ônibus e empresários não avançam e a população de Manaus já está há três sem o serviço transporte coletivo regular. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), a paralisação é de 100%, com todos os veículos do sistema nas garagens das empresas. Os usuários do sistema estão sendo obrigados a recorrer à frota do transporte alternativo, liberada pela prefeitura da capital.

Nessa quarta-feira (30/5), após mediar mais uma rodada de negociações sem avanços, o prefeito Arthur Virgílio Neto confirmou que a Prefeitura de Manaus vai entrar com ações civis públicas na Justiça do Trabalho cobrando pesadas multas contra os dois sindicatos e solicitando o retorno imediato das obrigações de ambas as partes para o bem-estar da população.

“Dei todas as chances de acordo aos dois e como não houve definição, eu vou cumprir aquilo que ontem eu disse que iria fazer. Vamos ingressar com duas ações civis públicas contra as duas partes, responsabilizando o sindicato dos trabalhadores e o sindicato dos empresários”, afirmou Arthur Neto.

O prefeito destacou que dedicou 26 horas de negociações às partes e quer que a greve acabe e que tudo se resolva. Ele ressaltou ainda estar aberto a novas negociações com as duas partes, a qualquer dia, independentemente do feriado.

“Hoje a negociação quase se concretizou. Eu estarei sempre às ordens e de portas abertas para discutir com rodoviários e empresários. Creio que vale a pena insistir no diálogo mesmo quando parece que não vai dar certo, pois é uma ferramenta da democracia e me apego a tudo que ela oferece para fazer a melhor luta que eu possa para o meu povo”, salientou.

Indagados sobre o que faltou para chegarem a um acordo, empresários e rodoviários divergiram nas respostas sobre a negociação.

“Não houve negociação. O Sinetram fez uma proposta imoral que afronta os trabalhadores afirmando que não tem lucro. Eles têm lucro sim e não pagam porque não querem. A greve continua”, disse Gilvancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários.

Por outro lado, o Sinetram afirma que a negociação está prestes a se concluir e que depende apenas da definição de algumas datas para que sejam realizados os pagamentos do que pedem os rodoviários.

“Está muito perto agora de fecharmos um acordo porque, em percentuais já chegamos. Eles pediram 6,5 %, porém pediram para junho. Nós pedimos um prazo para julho e agosto. O que dificultou foram as datas. Pois queremos assumir um compromisso e conseguir pagar, esse é o grande problema das empresas”, explicou Algacir Gurgaz, presidente do Sinetram.

Entrevista

Agora há pouco, em entrevista ao vivo à Rede Tiradentes, o prefeito Arthur Virgílio Neto determinou a disponibilização da frota de ônibus alternativos e executivos. Ele aposta que as providências da prefeitura na Justiça deem resultado e espera que os grevistas “cheguem à conclusão de que não dá para continuar com a greve”, principalmente por conta do desgaste junto à sociedade.

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