Adepto da filosofia do voluntarismo, em que as relações entre as pessoas devem ser voluntárias, ou seja,sem nenhum tipo de coerção, o candidato à vereador de Porto Alegre, pelo partido NOVO, Rodrigo Furtado, garante que, se for eleito, vai abrir mão do seu salário e dos cargos de comissão. “Isso não é populismo, é uma forma de enxergar a vida, por meio da filosofia do voluntarismo”, diz Furtado.
Ele explica que, como o salário seria proveniente de impostos, ou seja, uma imposição de uma maioria de pessoas que não o escolheu e não desejaria que ele estivesse naquele cargo, seria contraditório aceitar esse pagamento, pois seria fruto de coerção.
Segundo o candidato, com essa única ação ele irá economizar mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos até o fim do seu mandato.
Como o cargo de vereador permite que se tenha uma segunda fonte de renda, Rodrigo pensa em continuar fazendo seu trabalho como programador freelancer, para se manter. Outra fonte de renda viria também por meio de financiamento coletivo – os conhecidos crowdfunding, de pessoas que votaram nele, conhecem e confiam no seu trabalho. “Isso tem duplo benefício: Não existe coerção, são voluntárias, e só irei receber doações caso esteja fazendo um bom trabalho na Câmara. Seria uma recompensa”.
Nesta mesma linha, Furtado não usa o Fundo Partidário, que é o dinheiro do Estado, para fazer campanha política.


