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Na iminência de fechar as portas, faculdade particular quer obrigar alunos a pagar por curso de férias, para antecipar graduação

Estudantes do curso de Serviço Social, Administração e Pedagogia da Faculdade Tahirih estão sendo forçados, pela direção da instituição, a se matricular no 8º período, sem terem cursado o 7º. A faculdade propõe que os estudantes cursem três disciplinas em curso de férias, no mês de janeiro, a partir de fevereiro, as demais do 7º período junto com as disciplinas do 8ºperíodo.

Além do arranjo na grade curricular, o que reduziria o tempo mínimo do curso de quatro anos para três anos e meio, a direção da Faculdade Tahirih exige que os alunos paguem adiantado pelas matérias o valor de R$ 1.400. E mais, o pagamento só pode ser feito em cartão de crédito.

A proposta foi rejeitada pelos estudantes, como explica a acadêmica do curso de serviço social, Raquel Moraes Macedo.

Os alunos decidiram, então, pedir transferência, para concluir o curso em outra instituição, só que, mais uma vez, houve confronto com a direção da Faculdade, que exige o pagamento de R$ 400 para efetuar a transferência.

Os estudantes decidiram, então, recorrer à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (CDC-ALE-AM), que, junto com a Defensoria Pública do Estado (DPE) e a Delegacia do Consumidor (DECOM), convocou a direção da Faculdade Tahirih para uma audiência com os estudantes.

De acordo com o presidente da CDC-ALE-AM, deputado Marcos Rotta (PMDB), na reunião, a diretora da Faculdade Tahirih, Maria Aparecida Costa, disse que a proposta de cursar um período em um curso de férias, foi feita aos alunos, porque a instituição pode fechar as portas a qualquer momento.

Segundo Rotta, a Comissão, então, apresentou a reivindicação dos alunos que querem a isenção da taxa de transferência, no valor de R$ 400.

“Houve uma proposta, por parte dos alunos, avalisada pela CDC-ALE-AM, DPE e DECOM, que também participaram dessa audiência, para a que a instituição possibilite, a transferência desses alunos para uma outra instituição, sem qualquer tipo de cobrança por conta disso.”

A direção da Faculdade Tahirih tem até terça-feira (10) para dar uma resposta à reivindicação dos alunos. De acordo com o deputado Marcos Rotta, caso a faculdade não aceite o pedido dos alunos, os órgãos de defesa do consumidor vão acionar a instituição na Justiça para garantir o direitos dos alunos.

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