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Musa da luta livre já foi faxineira nos EUA

A principal competição de luta livre do mundo, o tornei WWE, tem uma representante brasileira, a paranaense Gabi Castrovinci, de 30 anos. Ela contou sua trajetória até conseguir o reconhecimento no esporte.

“Fui para os EUA em 2002, e no dia seguinte já comecei a trabalhar. Sendo imigrante e não falando inglês eu não tinha opção a não ser trabalhar de faxineira. Limpei cinco casas no primeiro dia com uma mulher que era namorada do meu pai na época. Ela me escravizava e ganhei 100 dólares. Pensei: ‘Nossa. Onde eu iria ganhar isso no Brasil em um dia de trabalho? ‘”, afirmou.

Castrovinci disse que passou sete anos trabalhando para conseguir dinheiro. Nesse período ela disse ainda que se casou com um americano, que a agredia, para conseguir a legalização no país.

Após se legalizar, investiu na sua educação, disse.

“Conheci então meu atual marido, e acabei indo trabalhar com ele em uma empresa de seguros”, contou.

A partir daí, Gabi também começou a treinar e acabou conhecendo os organizadores do WWE em um evento de beleza fitness.

“Durante o evento, me profissionalizei como esportista. Logo, precisei buscar professores para me ensinarem a lutar. Poucas semanas depois, firmei o contrato com a TNA, empresa que promove o WWE, para me tornar finalmente lutadora”, disse Gabi, que hoje treina todos os dias e diz querer “representar bem o país”.

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