
Os militares brasileiros que fazem parte da missão de paz no Haiti vão permanecer no país para ajuda humanitária por conta da passagem do Furacão Irma. De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o governo brasileiro acompanha com atenção as notícias sobre a passagem do furacão e já mandou parte do contingente brasileiro para o norte do país.
“Praticamente todos que lá se encontravam – 980 -, um batalhão, deve permanecer lá, até que a gente consiga atender humanitariamente a população do Haiti. Nós já deslocamos, inclusive, tropas para o norte, para poder exatamente ajudar a população, como a gente fez no terremoto, em 2010, como a gente fez no Furacão Matthew, em 2016.”
Segundo o Centro Nacional de Furacões do governo dos Estados Unidos, o Irma está entre os cinco mais poderosos furacões do Atlântico, dos últimos 80 anos, atingindo 295 quilômetros por hora. O furacão já passou pelas lhas do Caribe, São Martin e Ilhas Virgens, e seguiu em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. A expectativa é que ele passe pela Flórida neste final de semana, se tornando o segundo furacão de grande intensidade a atingir o Sul dos Estados Unidos nesta temporada, depois do Harvey, que destruiu o Texas, matou 60 pessoas e trouxe prejuízos no valor de de US$ 180 bilhões.

(Danos causados em Orient Bay, Saint-Martin, após a passagem do furacão Irma – fotos: agências internacionais)
Os Estados Unidos são o país com a maior comunidade brasileira no exterior: segundo o documento Brasileiros no Mundo, do Ministério das Relações Exteriores, a estimativa é de que quase 1,5 milhão de brasileiros vivam no país. Desses, 250 mil moram na região que abrange Flórida, Porto Rico e Ilhas Virgens, área por onde o furacão Irma deve passar com forte intensidade. Para enfrentar o fenômeno – no momento classificado como de categoria 5, a mais alta de todas, mas que pode ser rebaixado a 4 quando chegar nos Estados Unidos – os brasileiros já estão se preparando.
