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Organização criminosa pode ter desviado até R$ 30 milhões da Prefeitura de Beruri, Interior do Amazonas

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A Operação “Castanha” foi realizada durante toda esta sexta-feira (18). O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual (MPE-AM) executou mandados de busca e apreensão, nos escritórios de contabilidade DMK serviços e Amazon contábil. Os dois ficam na capital do Estado, mas prestam serviços para a prefeitura de Beruri. 

O objetivo foi apreender processos licitatórios, material eletrônico entre outros documentos relacionados a licitações de interesse do município.

De acordo com o promotor Lauro Tavares, foi identificada a ação de uma organização criminosa, na Secretaria de Finanças de Beruri, com a participação de empresas prestadoras de serviços,  mediante a prática dos crimes de lavagem de dinheiro, fraude em licitações, falsidade ideológica, corrupção passiva e concussão. O total do desvio seria da ordem de R$ 30 milhões.

“Fato este que motivou a abertura de um inquérito policial e de um procedimento, pelo MPE-AM juntamente com a Polícia Civil (PC) e que redundou, no dia de hoje, com a busca e apreensão em dois escritórios de contabilidade, com o objetivo de obter provas que comprovem a existência dessa organização criminosa!”

O nome da operação faz referência à maior festa popular do município de Beruri a Festa da Castanha – que por falta de verba, não foi realizada este ano. As investigações começaram após a constatação do delegado do município, José Edgar, sobre a ignorância dos membros da comissão de licitação de Beruri frente a realização de pregões. Outro detalhes era o atraso no pagamento de funcionários, falha na compra de remédios entre outras irregularidades.

“Havia membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL) de Beruri, que informaram nunca ter participado de uma licitação. Então, iniciaram se as investigações e percebeu-se que, na verdade, ao que tudo indica, as licitações existiam apenas em sede de Diário Oficial. Na prática, elas nunca existiram e, um dos elementos que demonstram isso, além de integrantes da CPL, que afirmaram que não sabiam o que era uma Tomada de Preços, uma Concorrência, um Pregão, uma Inexigibilidade de Licitação, a constatação de que não há, no município de Beruri, nenhum procedimento licitatório!”

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