
O procurador-geral do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Alberto Rodrigues do Nascimento, está solicitando ao Comando-Geral da Polícia Militar do Amazonas informações sobre as providências adotadas contra os impactos sócio ambientais resultantes dos protestos antidemocráticos de grupos bolsonaristas em frente ao quartel-general do Comando Militar da Amazônia (CMA), localizado na zona Oeste de Manaus.
Os manifestantes são contrários ao resultado do pleito presidencial do último dia 30 de setembro, que elegeu Luís Inácio Lula da Silva (PT), e pedem intervenção militar sem qualquer reação das autoridades. O acampamento já entre na segunda semana em frente ao CMA, prejudicando o trânsito na área e cometendo infrações de trânsito e ambientais.
O Comando-Geral da PM ainda não se manifestou.
Veja a Nota do MPAM:

Considerando as notícias divulgadas por diversos órgãos de imprensa, acerca dos protestos em frente ao Comando Militar da Amazônia, circunstância que está ocasionando o congestionamento do trânsito na via, a ocupação e obstrução da calçada, resultando em eventuais prejuízos à sociedade, o Ministério Público do Estado do Amazonas informa que, além de solicitar informações atualizadas a respeito das providências promovidas pelo Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas, no limite de suas atribuições, o Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral de Justiça estabeleceu, imediatamente, que fosse oficiado ao Ministério Público Federal para conhecimento e adoção de providências, bem como determinou o encaminhamento das sobreditas informações ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística – CAO-MAPH-URB.
