Os motoristas rodoviários voltaram a paralisar atividades e travaram o trânsito, no início da tarde, no Centro de Manaus. A paralisação gerou discussões entre motoristas e usuários e circularam informações sobre quebra quebra de ônibus, na área da praça da Matriz, Centro da capital, e na Avenida Constantino Néry, na zona Centro-Sul.
O quebra quebra seria uma reação à destituição da diretoria do Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Manaus, que era comandado pelos Irmãos Josildo e Givancy Oliveira. A destituição da diretoria foi determinada por meio de liminar do juiz Jander Roosevelt Romano Tavares, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1ª Região), expedida na quarta-feira (07).
Pela manhã, a determinação judicial foi cumprida, na sede do Sindicato dos Rodoviários, no bairro Nossa Senhora das Graças, mais conhecido como Beco do Macedo, zona Centro-Sul da cidade.
Ao ser notificado pelos oficiais de justiça, o então diretor do Sindicato, Josildo Oliveira, reagiu com duras críticas ao juízes do Tribunal do Trabalho e ameaçou levar a categoria novamente à greve. Para Josildo, decisão judicial que motivou a destituição dele da direção da entidade sindical teria sido resultado do poder dos empresários do setor de transportes.
A paralisação do começo da tarde foi monitorada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).
Segundo a Secretaria Municipal da Comunicação (Semcom), até as 15h30, a informação era de que dois ônibus teriam sido depredados e duas pessoas teriam sido presas, por envolvimento nas depredações. A destruição de um coletivo foi confirmada pela reportagem da Tiradentes News, na Avenida Sete de Setembro, Centro da cidade.
