Mônica e Cebolinha – personagens criados por Maurício de Souza, que há meio século encantam as crianças brasileiras – são os protagonistas do projeto “Quadrinhos na Escola”, lançado nesta segunda-feira (23), pela prefeitura de Manaus.
O projeto tem como meta estimular a leitura, entre os mais de 172 mil alunos, do primeiro ao nono ano, da rede municipal de educação.
No lançamento, Mônica, Cebolinha e Maurício de Souza estiveram presentes, no auditório Eulálio Chaves, no campus da Universidade Federal do Amazonas.
Maurício de Souza disse que, ao longo de 50 anos da Turma da Mônica, pode ter certeza de que os quadrinhos são uma boa estratégia para incentivar a leitura entre crianças e adolescentes. O cartunista pediu ao prefeito Arthur Virgílio Neto que leve o projeto para todo o Amazonas e para todo o país.
Arthur disse não ter dúvida de que o projeto “Quadrinhos na Escola” vai promover uma revolução na educação, em Manaus, e em todo o Amazonas.
O prefeito afirmou, ainda, que, na gestão dele, educação é prioridade e que não faltarão recursos, tanto para estruturação física da rede de ensino, quanto para qualificação dos professores.
A ideia de usar o gibi como ferramenta pedagógica partiu do secretário municipal da Educação, Pauderney Avelino, diante do grande déficit de leitura registrada nas escolas.
O projeto “Quadrinhos na Escola” é uma estratégia didático pedagógica do Programa “Viajando na Leitura” e vai distribuir, em todas as escolas municipais, 342 mil exemplares das revistas da Turma da Mônica.
As revistinhas podem ser levadas pelos alunos para casa e, depois, devolvidas às bibliotecas escolares. Nas salas de aula, os professores também vão desenvolver atividades de estímulo à leitura.
As revistinhas começam a chegar às bibliotecas das escolas a partir do mês de outubro.
O Curumim, personagem criada pelo do jornalista e cartunista amazonense Mario Adolfo, também vai fazer parte do acervo de revistinhas do projeto. A história do pequeno aventureiro indígena, conhecido como o último herói da Amazônia, que este ano completou 30 anos, vai dar um ar mais regional ao projeto de leitura.

