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Mistério sobre sobrevivente e malote que era transportado envolve queda de avião nas proximidades do aeroclube de Manaus

Perguntas que ficaram no ar sem respostas, como, por exemplo o que era transportado e como o homem que seria o piloto da aeronave, que sobreviveu e chegou sozinho ao hospital, envolvem o acidente com o avião de pequeno porte modelo Cessna 208 B, prefixo PT-FLW, que caiu, na manhã desta terça-feira (22), nas proximidades do depósito da loja Ramson’s, após decolar do aeroporto do aeródromo de Manaus, na zona Centro-Sul da capital.

Para o major do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) Elcio Cavalcante, as respostas só serão respondidas durante as investigações. “Somente a perícia vai dizer as causas, co o aconteceu e da forma como ocorreu, né?”

Equipes do Corpo de bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel  de Urgência (Samu) e da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) estiveram no local, mas procederam apenas o básico nesses  casos, já que o sobrevivente, o piloto identificado como Clóvis Martins, de 55 anos, não foi resgatado dos destroços e teria conseguido chegar sem ajuda, dirigindo o próprio carro ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, também na zona Centro-Sul.

A aeronave caiu por volta das 9:30  horas, após a decolagem do aeródromo, no bairro Flores, zona Centro-Sul da cidade, ao lado da estrada dos Franceses, e fogo após o impacto.

O empresário Julio Almeida, de 43 anos, conta que viu o avião poucos antes do acidente. Ele afirma que observou uma fumaça preta saindo do avião.

“Nós vimos a aeronave vindo já fumaçando, tombando, meio perdendo o controle!”

– repórter: A fumaça era onde?

“Na lateral, a gente percebeu, mas foi muito rápido! A gente até brincou ‘poxa! essa aeronave vai cair. Aí foi quando a gente perdeu ela de visão, foi quando a gente escutou só o barulho assim seco: buuumm!”

O que preocupa os moradores da área é o perigo diário, já que o local é rota de muitas aeronaves.

A região onde o avião caiu é muito habitada. O empresário Julio Almeida pede a retirada urgente do aeroclube da área.

“Eu tô apelando às autoridades, ao governo: tirem esse aeroclube daqui!”

O avião pertence à Amazonaves Táxi Aéreo. Ele foi fabricado em 1995 e tinha capacidade total era para 9 passageiros.

No mês de fevereiro deste ano, outro acidente aéreo ocorrido na mesma área deixou quatro mortos e uma pessoa gravemente ferida. Até o fechamento da matéria, o HPS 28 de Agosto não havia divulgado informações sobre o paciente.

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