
Apesar de defender a desburocratização, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, disse que os Processos Produtivos Básicos (PPB’s), que garantem a implantação de novas fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e que estão sob análise do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em Brasília, só devem ser aprovados em 2017.
O ministro participou da 276ª Reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS-SUFRAMA), onde foi bastante cobrado por deputados amazonenses e até pelo vice governador do Estado, a instalação dos processos produtivos básicos nas indústrias do PIM. Uma das preocupações dos empresários locais é a política industrial de países do Mercosul, como o Paraguai, que está criando incentivos fiscais para atração de indústrias brasileiras naquele país, medida que afeta diretamente os investimentos empresariais no Amazonas. Mas para o ministro, não há motivo de preocupação.
A pauta do CAS aprovada teve o maior volume de investimentos do ano, com 27 projetos industriais e de serviços, sendo oito de implantação e 19 de ampliação, diversificação e atualização, que representam investimentos totais de US$ 1.194 bilhão e a geração de 1.280 empregos diretos no Polo Industrial de Manaus em um período de até três anos. Apesar da confiabilidade empresarial, a superintendente da Suframa, Rebeca Garcia, disse que em 2017, o órgão vai ter que administrar com criatividade os recursos que foram reduzidos.
Durante a realização da pauta do CAS, o ministro Marcos Pereira, prometeu comparecer a todas as reuniões da SUFRAMA, para aprovação de novos projetos industriais no Estado do Amazonas.
