Um grupo de médicos, que atua nas unidades de saúde de urgência e emergência da capital realizou uma manifestação, na manhã desta quarta-feira (07), na Avenida Brasil, em frente à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, na zona Oeste da capital. Os profissionais alegam que, além dos outros problemas que a população já conhece, eles ainda estão com os salários atrasados há três meses.
De acordo com a médica Patrícia Sicchar, além da regularização dos proventos, a categoria também reivindica melhorias nas condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde.
Conforme os médicos, mais de três mil profissionais da capital estão sem receber seus vencimentos. Eles querem uma reunião com o governador José Melo, para debater o assunto. O médico Carlos Feitoza afirma que a categoria pode parar as atividades, caso a situação salarial não seja resolvida.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que, nas unidades, não há registro de falta de material e medicamentos, como antibióticos ou outro item que venha a comprometer o trabalho dos profissionais da saúde. A nota esclarece, ainda, que a Susam está aberta ao diálogo com os médicos.
Quanto ao pagamento de salários, a Sefaz informou que a informação de atraso de três meses para pagamento de cooperativas médicas de urgência e emergência não procede. A Secretaria de Estado da Fazenda assegurou que alguns pagamentos não foram realizados no prazo, em razão de transição da gestão na Susam, o que atrasou o trâmite burocrático para liberação de recursos. A Sefaz assegurou, ainda, que todas as pendências salariais serão regularizadas até a próxima sexta-feira (09).

