Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB) já foram 13 mortes de paciente brasileiras por procedimentos inadequados no país vizinho

Muitas mulheres sonham em se submeter à realização de cirurgias estéticas na Venezuela. Os preços são atrativos, mais baixos que no Brasil. Porém, na maioria dos casos, o sonho de ser perfeita é maior do que a preocupação com a saúde e a exigência na qualidade e segurança que esse tipo de intervenção exige.
Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB) já são 13 mulheres, a maioria do Amazonas, que morreram durante ou após cirurgias plásticas mal sucedidas na Venezuela.
Há casos constatados de que alguns órgãos também foram removidos sem autorização.
Nas ruas, muitas mulheres afirmam que se sentem tentadas a fazer a cirurgia e que já foram aliciadas a fazer o tal procedimento.
Para tentar diminuir o número de ocorrências, um grupo de trabalho foi montado, em que participam: médicos, representantes do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), entre outros. As reuniões devem começar nas próximas semanas.
Segundo o médico Euler Ribeiro Junior e o advogado Carlos Micaela Junior, da AMB, a intenção é alertar as mulheres amazonenses sobre possíveis golpes e até tráfico de órgãos.
Reportagem: Fabio Melo
Edição de texto: Manuela Vieira
