
O médico peruano de 45 anos, que atua em hospitais de municípios do Estado, e a jovem de 24 anos, mãe de uma bebê de sete meses, interceptados por policiais militares da 16º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na tarde de quinta-feira (31/8), por volta das 14h30, em um motel localizado na Rua São José, primeira etapa do bairro Coroado, zona Leste da capital, após funcionários do estabelecimento suspeitarem que a bebê estaria sendo aliciada no local, em razão do choro da vítima, serão denunciados por estupro de vulnerável.

De acordo com titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), delegada Juliana Tuma, em depoimento, os funcionários informaram que o médico chegou ao motel conduzindo um carro e solicitou uma suíte. Eles argumentaram que não viram a jovem e a criança no interior do veículo, pois elas, possivelmente, estariam no banco de trás do automóvel. Segundo a autoridade policial, uma funcionária do motel ouviu um choro perturbador de um bebê, vindo de um dos quartos. Diante disso, acionou os policiais militares, por meio do número 190.
“No local, os policiais militares encontraram o médico, a jovem e a filha dela. Na ocasião, constataram que a bebê estava nua. Os policiais, então, pediram para uma camareira verificar a genitália da bebê, quando foi constatada certa vermelhidão na região, com indícios de estupro. Em seguida, o médico e a mãe da vítima, que se relacionavam há cerca de dez anos, foram levados até a Depca e a bebê encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), para exame de corpo de delito”, explicou Juliana Tuma.

A titular da Depca afirmou que os laudos confirmaram conjunção carnal e coito anal na bebê. Os exames revelaram, ainda, que em virtude das condições dos órgãos, os abusos já vinham acontecendo há bastante tempo. Na unidade policial, durante depoimento e, diante da confirmação do estupro pelo IML, a mãe da vítima afirmou que o médico seria pai da bebê, mas que nunca havia mostrado amor paternal pela filha. A jovem disse, ainda, que presenciou diversas vezes atitudes suspeitas do infrator com a vítima.
“Naquela tarde, no motel, a jovem afirmou ter visto o parceiro assistir filmes pornográficos com as mãos nas nádegas da bebê, que estava despida. Ela argumentou que chegou a Manaus aos 15 anos para trabalhar como doméstica, na casa do médico, quando eles começaram a manter relações sexuais que, segundo ela, não era consentido. Quando engravidou, passou a nutrir um sentimento por ele e, por isso, nunca o denunciou. A jovem afirmou que o médico é o pai da bebê, porém, ele só vai registrar a menina mediante comprovação da paternidade, por meio de exame de DNA”, declarou a titular da Depca.
Na especializada, o médico e a jovem foram autuados em flagrante por estupro de vulnerável. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, eles serão levados para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus. A vítima está sob proteção judicial.
