O fato aconteceu no Pronto socorro da criança, localizado na zona Oeste da capital. De acordo com as informações repassadas pela polícia, a médica pediatra, identificada como Socorro Pereira, foi detida, após ter desacatado policiais militares acionados pela mãe de um bebê de um ano e três meses, que reclamou da falta de atendimento. A criança apresentava um quadro de vômito e diarreia.
Segundo informações, da própria vítima, além de não ter atendido a filha, ela ainda foi humilhada pela pediatra, que usou palavras racistas para agredi-la. Após ser detida e encaminhada a uma delegacia, a médica foi ouvida e, logo em seguida, liberada. A bebê da denunciante foi atendida por uma outra pediatra. A denúncia está sendo investigada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).
A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que já determinou a instalação de uma Comissão de Sindicância para apurar as circunstâncias do incidente, ocorrido na noite da última terça-feira (10), envolvendo uma médica da cooperativa de Pediatria que mantém contrato com a Susam e uma usuária.
Mediante o resultado dos trabalhos da Comissão, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis. Mas, enquanto durar a apuração, a referida médica está afastada do atendimento.
A Susam destaca que, no momento do incidente, 12 médicos estavam de plantão na unidade e que o atendimento transcorria normalmente.
A Secretaria reitera o seu compromisso com a Política Nacional de Atendimento Humanizado do SUS, cujas diretrizes devem ser seguidas por todas as unidades de saúde e profissionais que atuam na rede. Independente da apuração da conduta da médica, a direção do Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste reforçou, junto à sua equipe, esses preceitos, que devem ser seguidos rigorosamente por todos os servidores da saúde.
