O assassino do advogado Gilson Guimarães Lage, de 87 anos, ocorrido na noite do dia 8 de julho deste ano, na Avenida Ayrão, bairro Presidente Vargas, zona Sul da capital, tinha acesso ao local, porque sempre ia buscar uma jovem identificada como Thaisa, que trabalhava como diarista na casa de Gilson e era namorada do enteado de Rafael.
Foi o que afirmou, nesta terça-feira (16), em coletiva de imprensa, no prédio da especializada, na zona Centro-Oeste da cidade, o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), delegado Adriano Felix.
Rafael Queiroz dos Santos, de 28 anos, investigado por envolvimento no latrocínio do advogado, ocorrido na noite do dia 8 de julho deste ano, na Avenida Ayrão, bairro Presidente Vargas, zona Sul da capital foi preso por policiais militares, no município de Itaituba, Estado do Pará, no dia 10 de agosto. A prisão foi efetuada em cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido no dia 10 de julho deste ano, pela juíza Margareth Rose Cruz Hoagen, do Plantão Criminal.
De acordo com a autoridade policial, Rafael, o comparsa dele, Jonathas dos Santos Fonseca, de 27 anos, preso pelas equipes da Derfd no último dia 12 de julho, em cumprimento a mandado de prisão preventiva, e outro indivíduo, até o momento identificado pela polícia apenas como “Olhudinho”, foram até a residência do advogado por volta das 21h30, invadiram a casa e imobilizaram o idoso. Em seguida, eles amarraram a vítima, que teria reagido e acabou enforcada pelos infratores.
“Com as prisões de Rafael e Jonathas já temos toda a dinâmica do delito. Rafael enforcou o advogado, enquanto Jonathas amarrou as pernas de Gilson, para que ele não fizesse barulho, batendo os pés no chão, e “Olhudinho” enrolou a corda no pescoço do idoso. O trio levou da residência quantia não revelada em dinheiro; objetos de valor da vítima, como dez relógios que foram posteriormente encontrados com Jonathas, no momento da prisão dele, e reconhecidos pela filha do advogado como sendo de Gilson”, declarou Felix.
O delegado destacou, ainda, que o trio tinha o intuito de roubar os pertences da vítima e que Rafael foi o idealizador do crime. “Rafael arquitetou o crime porque ele tinha acesso ao lugar”, disse. O terceiro elemento, identificado apenas como “Olhudinho”, já está sendo investigado pelas equipes da Derfd. “Ainda temos dez dias para trabalhar as informações declaradas, durante depoimento, por Rafael”, pontuou Felix.
Durante a coletiva, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Choy, elogiou o trabalho desempenhado pelas equipes da Derfd. “Infelizmente não conseguimos trazer de volta a vida do nosso colega, mas não podemos deixar de parabenizar o excelente trabalho policial desenvolvido pelo delegado Adriano Felix e por toda a equipe da Derfd. É um alento para a família e para a advocacia amazonense”, argumentou Choy.
As filhas da vítima, Gilmara e Silmara Lage, participaram da coletiva de imprensa e aproveitaram a oportunidade para agradecer à polícia pelo empenho na elucidação do caso. “Estamos aliviadas com as prisões dessas duas pessoas que mataram nosso pai. Agradecemos o apoio da Polícia Civil e da OAB-AM pela atenção com a qual trataram este caso. Sabemos que não teremos mais nosso pai de volta, mas queremos apenas Justiça”, disse Gilmara.
Rafael foi indiciado por latrocínio. Ao término dos procedimentos cabíveis no prédio da especializada ele será conduzido à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde irá permanecer à disposição da Justiça.

