Com atividades suspensas desde o meio-dia de hoje (9), em vários canteiros de obras na capital, os trabalhadores do Sindicato da construção civil do Amazonas (Sintracomec-AM) fizeram uma manifestação, na tarde desta sexta-feira. Apesar de pacífica, a manifestação dificultou o trânsito em todos os pontos por onde passou.
Como principal reivindicação, eles cobraram atenção específica para a categoria, dentro do programa federal de moradias populares ‘Minha Casa Minha Vida’. De acordo com o presidente do Sintracomec, Cícero Custório, cerca de 70% dos trabalhadores da construção civil pagam aluguel. “A maioria da nossa classe não tem moradia própria”, afirma. “Precisamos de um programa de moradias que possa beneficiar esses trabalhadores.”
A expectativa do Sintracomec, era da participação de cerca de 80 mil operários no protesto. Durante a manifestação, eles também reclamaram das condições a que são submetidos diariamente, nas obras, e dos descontos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que não se refletem no atendimento de saúde, quando necessário, nem na aposentadoria e fazem falta, no bolso do trabalhador.
De vários pontos da cidade, os trabalhadores foram até a sede do governo, na avenida Brasil, na Compensa, zona Oeste, onde foram recebidos pelo governador José Melo. O governador elogiou o movimento ordeiro e prometeu analisar a pauta com as reivindicações da categoria.
Da zona Oeste, os trabalhadores foram até o centro da capital, onde devem encerrar a mobilização por volta de 19h.
Segundo dados do Sintracomec, atualmente o número de trabalhadores da categoria em Manaus, está entre 90 a 98 mil.
