20/06/13 – O protesto nacional contra o aumento da passagem do transporte coletivo, a corrupção e os gastos para a Copa do Mundo, acabou revelando outras demandas reprimidas dos amazonenses, nesta quinta-feira (20).
Cerca de 60 mil pessoas, a maioria jovens estudantes, saíram em passeata pelas principais ruas do Centro da capital vestindo camisetas em verde e amarelo e outras cores, parte delas com palavras de ordem, exigindo melhorias na saúde, educação, e se manifestando, por exemplo, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 37, que limita a participação do Ministério Público (MP) em investigações criminais.
Dezenas de famílias, algumas vindas da periferia da capital, também se fizeram presentes para reivindicar e protestar. Um morador da Vila da Prata se deslocou da zona Oeste onde mora, e levou as filhas para participarem do protesto. Com as carinhas pintadas, as crianças estavam sorridentes e a vontade, no meio do evento.
No início da caminhada, a entrada de um grupo considerado estranho na manifestação criou um clima de impasse e tensão. Alguns manifestantes se negaram a continuar a caminhada, enquanto o grupo estranho não se retirasse.
Apesar de várias ruas interditadas no Centro da cidade, devido ao grande número de pessoas, a manifestação foi tranqüila, na maioria do percurso. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Almir David, confirmou a apreensão de garrafas pet com gasolina e disse que os vidros das janelas de alguns um ônibus da empresa Global foram quebrados. A empresa informou que recolheria os veículos, para evitar depredações.
No final da tarde, início da noite, os manifestantes chegaram às avenidas Constantino Néry e Djalma Batista, onde o trânsito também ficou complicado.
Eles pretendiam chegar até à Arena da Amazônia e à sede da prefeitura de Manaus. Nesses locais, foram tomadas medidas de segurança para evitar vandalismo e depredações, com a presença de vários contingente de homens dos batalhões especiais da PM-AM.
