As informações foram reveladas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do Grupo de Eletricidade Atmosférica. De acordo com o levantamento, a Capital do Estado do Amazonas registrou, nos últimos 30 anos, um aumento de 50% na quantidade de raios.
Um das causas do fenômeno seria expansão urbana, por conta da localização da cidade, que fica no meio da selva amazônica. O geofísico Osmar Pinto Junior, responsável pelo estudo, relata a importância do trabalho de monitoramento para a região.
“O raio deixou de ser aquela coisa mandada do céu para punir o homem, e pode ser uma grande ferramenta para monitorarmos as catástrofes, prever a ocorrência delas com antecipação.”
Em contra partida, o fenômeno também pode representar um vilão para o uso da tecnologia crescente. “A sociedade, cada vez mais, depende de tecnologia. É esse o caminho que humanidade escolheu, então, cada vez mais, nós estamos ligados, nos comunicando via celular, enfim, então, dependemos de equipamentos elétricos que dependem da energia elétrica, e o raio é um vilão para isso.
O cientista, alerta, porém, para o aumento do número de raios, nos próximos anos, no país. “Tudo nos leva a crer que nós teremos, a cada ano que passa, a cada década que passa, mais raios no Brasil!”
De acordo com o INPE, de 1973 a 2008, ou seja, 35 anos, a área de Manaus passou de 91 quilômetros para 242 quilômetros quadrados. Ou fato relevante descoberto pelo estudo é que a Capital do Amazonas está localizada em uma “chaminé de raios” – local que tem as maiores incidências de raios do mundo, como cita o jornal O Estado do São Paulo. Além de Manaus, só existem mais duas áreas assim no mundo, na África central e na Indonésia.
