Em caso de risco de desabastecimento de energia elétrica, que ameaça e preocupa alguns Estados , Manaus pode ser uma alternativa para o Operador Nacional do Sistema (ONS). A afirmação foi feita nesta sexta-feira, em Manaus, pelo diretor técnico e de Geração da Amazonas Energia, Tarcísio Stéfano Rosa.
De acordo com Stéfano, isso pode ser garantido com base na capacidade de energia instalada em Manaus, atualmente, que hoje é superior à demanda máxima necessária para atender à capital do Amazonas e cidades da Região Metropolitana (RMM) conectadas, como Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo.
O diretor técnico e de Geração da Amazonas Energia explica que Manaus não corre riscos porque a nossa principal fonte de energia é térmica. Segundo ele, mais de 50% da energia é gerada pelo gás natural de Urucu, em Coari. Uma outra parte utiliza óleo combustível, e outra é proveniente da Hidrelétrica de Balbina.
Tarcísio Rosa disse, ainda, que, em caso de necessidade, essa energia pode ser complementada com energia da linha de transmissão de Tucuruí-Macapá-Manaus, o chamado ‘Linhão de Tucuruí’. “Caso seja necessário, Manaus poderá enviar o excedente de energia para o SIN”, garantiu.
A capital do Amazonas está interligada ao SIN desde 9 de julho do ano passado, em caráter experimental.
