Duzentos e sessenta e nove presos foram beneficiados com a liberdade, na primeira semana do mutirão carcerário realizado no Amazonas, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Justiça do estado (TJ).
De acordo com dados do Tribunal, foram analisados 912 processos de presos provisórios e condenados.
Dos 826 processos de presos provisórios, 269 foram beneficiados com a liberdade; 380 tiveram o beneficio negado e 177 tiveram despachos dos juízes para algum tipo de diligência, para ajudar na decisão da justiça.
O balanço parcial, divulgado nesta quarta-feira (25), pelo TJ-AM, aponta, ainda, que 85 processos de presos condenados foram revistos e 10 foram beneficiados com a liberdade.
O mutirão, iniciado no último dia 18 de setembro, segue até o dia 18 de outubro. A estimativa é de que mais de 8 mil processos sejam revisados, no Estado.
As visitas às unidades prisionais do Amazonas começaram no dia 17, pela Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, Centro da capital. Após a visita, o CNJ voltou a recomendar a desativação da unidade. A mesma recomandação foi feita ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), que funciona próximo à Cadeia Pública.
Superlotação no CDP
Na visita dessa quarta-feira (25), a equipe do CNJ vistoriou pavilhões e celas do Centro de Detenção Provisória (CDP), no KM 8 da BR 174, e constatou a existência de superlotação. O presídio tem capacidade para apenas 580 presos, mas hoje abriga 1.041 detentos.
