Mais de 1,4 mil empresas fecharam as portas no Amazonas até abril deste ano. Os micro e pequenos negócios representam a maioria. Somente no comércio, quinhentos estabelecimentos encerraram as atividades.

Das 1.443 empresas que encerraram as atividades no Amazonas, 90% eram individuais, ou seja, comandada por autônomos, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea), responsável pela abertura e fechamento das empresas. O presidente da entidade, Carlos Souza, ressalta que março registrou o maior índice de fechamentos: foram 517, diferente de 2015, que apesar dos reflexos da crise econômica brasileira, ainda registrou a abertura de mais de 5 mil empresas constituídas.
No comparativo de extinção e criação de empresas, o Amazonas terminou o primeiro trimestre com resultado negativo. A diferença do volume de empresas abertas para fechadas nos meses de janeiro, fevereiro e março, foi de 239.
Já no primeiro trimestre de 2015, o Amazonas teve 1.463 empresas constituídas e 556 empresas extintas.
Somente no comércio, 500 empresas fecharam as portos no estado. De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-Manaus), Ralf Assayag, mais de 6,5 mil empregos foram perdidos durante esse período.
Sem emprego, o poder de compra da população reduz ainda mais, levando consequentemente ao fechamento de mais empresas.
Quanto as expectativas para alavancar novamente a economia, os dois dirigentes têm opiniões diferentes. O presidente da Jucea, Carlos Souza, aposta em melhorias já no início de 2017, com a retomada de empresas e a criação de novas. Para Ralf Assayag, a crise vai perdurar e demissões devem ocorrer ainda no ano que vem.
Reportagem: Andrea Renda
