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Jogos testes são importantes para detectar todo tipo de problema que ainda persista na Arena, diz Capobiango

Problemas no sistema de ar condicionado e até vazamentos. Esses foram os principais problemas detectados, durante os dois primeiros eventos testes, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. A existência desses problemas foi admitida nesta segunda-feira, em entrevista à Rede Tiradentes, pelo coordenador da Unidade Gestora da Copa – UGP Copa – Miguel Capobiango Neto.

“Primeiro os problemas físicos. Temos problemas físicos na obra da Arena. O primeiro deles, que foi mais significativo foi a questão dos ar condicionados dos camarotes. Tivemos muitos vazamentos em vários trechos de vários camarotes que não estavam recebendo o ar refrigerado adequadamente, e muitos vazamentos na tubulação de água gelada. Por isso, inclusive, no segundo jogo, nós não tivemos a oportunidade de utilizar os camarotes, porque havia muitos problemas a serem corrigidos.”

Segundo Capobiango, outro problema identificado no primeiro jogo foi nos banheiros. “Encontramos alguns vazamentos em alguns banheiros. Isso foi corrigido e essa questão já não se apresentou no segundo jogo.”

Outro problema, disse ele, foi relacionado aos vidros do acabamento. “Tivemos alguns problemas quanto aos vidros das arquibancadas que foram corrigidos para o segundo jogo, mas, em função do pouco tempo tempo da capa que foi colocada nos locais onde foi detectado o problema, o sol fez a cola aquecer – a cola estava recém colocada – eles finalizaram a colocação no dia jogo e, obviamente, algumas dessas capas não tiveram tempo de colar.”

Capobiango lembrou que o incidente com uma moça que sofreu cortes nas mãos não foi causado pelos vidros das arquibancadas. “Ela sofreu um golpe na mão num friso que não estava com o acabamento finalizado e eles tiveram de corrigir todos os ítens – na verdade mais mil pontos de acabamento tiveram de ser finalizados no dia do segundo jogo. Então, não houve tempo suficiente para essa capa ficar fixada permanentemente. Isso é mais um motivo de nós referendarmos a necessidade de fazermos os jogos testes. Os jogos testes são importantes para que nós possamos detectar todo tipo de problema que ainda persista na Arena.”

O coordenador da UGP-Copa descartou que o consumo de energia da Arena da Amazônia possa prejudicar o abastecimento dos bairros, no entorno do estádio.

“A arena é abastecida por linha dedicada. Tem uma conexão direta, tanto da Redenção, quanto do Seringal Mirim. São duas linhas diretas. Não têm nenhuma interface com a distribuição de energia dos bairros. Não há possibilidade do abastecimento de energia da Arena causar alguns transtorno para o dia a dia da periferia das casas que ficam na órbita da Arena, principalmente o bairro da Alvorada. Dizer isso é importante para deixar claro que não há a menor possibilidade da energia que é entregue na Arena causar falta de energia em algum outro ponto da cidade!”

Miguel Capobiango confirmou a existência de estudos para a viabilização de sistemas de energia alternativa, como a energia solar, a eólica e a biomassa para abastecer o entorno do estádio.

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