A operação policial de desocupação da “Cidade das Luzes”, no Tarumã, zona Oeste de Manas teve início logo nas primeiras horas do dia.
Quem estava fora da invasão, não pode mais entrar. Quem estava dentro da área ocupada, teve que deixar o local às pressas, por determinação da Justiça.
Na entrada de acesso da Área de Proteção Ambiental (APA), a polícia fez um cordão de isolamento, para evitar tumultos. Mesmo assim, alguns incidentes aconteceram, como foi o caso de um cidadão que caiu com a moto próximo aos policiais. Durante revista foi constatado que o homem estava alcoolizado.
No interior da invasão, para desespero de muitas famílias, tratores demoliram as casas. Revoltado, um homem chegou a atear fogo no próprio corpo e na casa onde morava com os filhos. A irmã da vitima, a dona de casa, Ana Oliveira, acompanhou o ato de desespero.
A vitima só não morreu, porque um capitão da Policia Militar (PM-AM) arriscou a própria vida para salvá-lo das chamas. O policial teve de ser encaminhado de helicóptero, para o Hospital e Pronto Socorro 28 Agosto, na zona Centro Oeste da capital, onde segue em estado de saúde estável, com queimaduras de primeiro e segundo graus. Já o homem que ateou fogo no próprio corpo, identificado como André Júnior Oliveira, encontra-se em estado crítico e respira com ajuda de aparelhos, na mesma unidade hospitalar.
De acordo com o Comandante Geral da PM-AM, Coronel Marcus James Frota, durante a ação de desocupação, ao menos cinco PMS e outros quatro invasores ficaram feridos.
A Ação Civil para a retirada de barracos do local foi movida pela Prefeitura de Manaus, sob alegação de degradação ambiental. No entanto, a área também é reivindicada por um empresário, para construção de edificações. Um segundo processo tramita na Justiça Federal e aguarda manifestação do Ministério Público da União (MPU).
De acordo com o Comandante Geral da PM, o processo de retirada das famílias só deve ser finalizado durante o fim de semana.
