O inquérito que apura denúncias de uma série de estupros de pacientes, praticados pelo o enfermeiro Ronaldo Augusto Ferreira de Souza, de 42 anos, durante consultas ginecológicas em uma Unidade Básica de Saúde (IBS) da capital, deve ser concluído ainda está semana. A previsão é de delegado plantonista do 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Guilherme Antoniazzi, que preside as investigações.
Na terça-feira (21), a ex gestora da UBS onde o acusado trabalhava depôs na delegacia. Segundo o Delegado Guilherme Antoniazzi, a ex-diretora do posto de saúde confirmou que sabia das denúncias contra o enfermeiro. Tanto, que chegou a baixar uma circular no posto de atendimento, que obrigava o enfermeiro a fazer consultas acompanhado de outra profissional.
Até o momento, dez vítimas reconheceram o enfermeiro como o autor dos abusos. Segundo as investigações, o enfermeiro dopava as vítimas com uma substância química e as estuprava dentro do consultório da UBS Lourenço Borghi, no bairro Petrópolis, zona Centro-Sul, onde trabalhava há 11 anos.
O enfermeiro foi preso na semana passada, e encontra-se em uma cela separada dos demais detentos, no Centro de Detenção Provisória, no km 11 da BR 174, zona rural de Manaus. Além dos vários estupros, ele também é acusado de exercício ilegal da profissão, uma vez que ele se utilizava do cargo de enfermeiro para fazer as consultas ginecológicas, procedimento que só pode ser feito por um médico, acompanhado de uma enfermeira ou de uma auxiliar de enfermagem.
