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Humaitá: governo federal acaba com pedágio e garante ajuda às famílias dos desaparecidos

O governo federal vai assumir os prejuízos das famílias do três homens desaparecidos no último dia 16 de dezembro, na área da reserva Tenharim-Marmelos, na BR 230 – a rodovia federal Transamazônica, nas proximidades de Humatá, Sul do Amazonas.

A decisão foi anunciada na manhã deste domingo (12), durante reunião realizada no quartel do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), baseado em Humaitá, entre o vice-governador José Melo; o comandante militar da Amazônia (CMA), general de Exército Eduardo Villas Boas, além de representantes da Polícia Federal em Rondônia (PF-RO), e Ministério Público Federal (MPF-AM), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), entre outros órgãos. Na ocasião, também foi decidido o fim do pedágio cobrado pelos índios, na reserva.

Na reunião, convocada para discutir a tensão na área, após o desaparecimento do representante comercial Luciano Ferreira Freire, do professor Stef de Souza Pinheiro e do funcionário público Aldeney Ribeiro Salvador, não se falou na  possível morte do grupo de homens, mas, por se tratar de uma ocorrência em área federal, a União vai assumir os prejuízos e o amparo dos familiares deles.

Entre as medidas que serão adotadas a partir de hoje, está a criação de uma força-tarefa  para enviar 860 cestas básicas e 360 quilos de medicamentos para as aldeias.

De acordo com o responsável pelas investigações, delegado federal Alexandre Alves, até o final desta semana, o inquérito sobre as investigações deve ser concluído e os supostos envolvidos no desaparecimento presos.

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