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Hospital centenário de Manaus está sem plano de combate a incêndios há 5 anos, por falta de acordo entre Bombeiros e Ipham

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O Hospital Beneficente Portuguesa requer um Plano de Combate a Incêndios há 5 anos, mas o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM), e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipham) não entram em acordo.

Esta semana o hospital está completando 142 anos de fundação. Tudo começou em 1873, quando um grupo de 70 portugueses buscou uma forma moderna de combater doenças, nesta parte da Amazônia.

O hospital sobreviveu ao tempo, mas não sabe até quando vai suportar as exigências da modernidade.

A pesar de ser referência na Região em cirurgias cardíacas e bariátricas, o  hospital está desde 2010 sem o plano de combate à incêndios – um documento indispensável para o funcionamento da unidade de saúde.

Por ser um prédio histórico, protegido por lei federal, as alterações estruturais são proibidas e é aí que está o impasse.

No meio dessa polêmica, está uma escada histórica. Aqui, o corpo de bombeiros sugeriu a construção de um corrimão central, mas o IPHAN disse que não. Por conta disso, o plano de segurança e combate a incêndios continua parado.

Para o presidente da Beneficente Portuguesa, Jair Corrêa, é preciso conciliar os interesses e lembrar que o hospital centenário ajuda a salvar vidas.

“Um quer proteger a segurança e o outro quer proteger o patrimônio histórico, então, há essa divergência. Estamos preocupados com esse número de incêndios que têm ocorrido em Manaus, estamos fazendo um documento e vamos colocar isso aí para o conhecimento da sociedade e vamos tentar um consenso  para nos adequarmos a essas normas!”

Em outra oportunidade, o presidente do hospital afirma que escapou de ser preso, por conta da modificação feita no piso do hospital. Na época, uma exigência do ministério da saúde.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros órgãos começaram a exigir as mudanças. Inclusive tivemos muitos conflitos com esses órgãos. Até mesmo o Ministério Público cobrou que providenciássemos mudanças o mais rápido possível!”

Às vésperas de completar 142 anos, o hospital filantrópico só quer mesmo poder continuar ajudando a tratar dos doentes da Amazônia.

 

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