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Homenageado em Manaus, Bolsonaro nega interesse pela Presidência da República, mas usa estrutura e fala como candidato

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O deputado federal Jair Bolsonaro (PP), homenageado na quinta-feira, pela Assembleia Legislativa do Amazonas, com a Medalha do Mérito Legislativo, foi o principal entrevistado da Tiradentes News, nesta sexta-feira (11). Em viagem por todo o país, numa espécie de pré-campanha, mas prudente em relação à legislação eleitoral, Bolsonaro preferiu não se manifestar sobre uma possível candidatura à presidência da república, mas disse que foi bem recebido, pelos amazonenses.

“Em qualquer local, nos 10 últimos que eu tenho ido, a recepção é calorosa e bastante numerosa, também. São pessoas que, voluntariamente vão pra lá. A grande e rápida imprensa que nós temos – Internet, WhatsApp, Facebook – e, quando eu anuncio que vou a um evento com esse para o qual eu fui convidado, e chego ao aeroporto, o pessoal comparece. Quem sabe nós consigamos o nosso intento de ajudar o Brasil a ser menos injusto!”

Acompanhando Bolsonaro, o autor da homenagem ao parlamentar federal, deputado estadual Platiny Soares (PV), falou sobre a polêmica criada pela comenda e a ameaça de ser expulso do Partido Verde.

“Essa ameaça me foi comunicada por meio da própria mídia. Oficialmente, eu ainda não fui comunicado de nada, pelo PV. Nem sequer da contrariedade do partido à minha homenagem.   Nem sequer me notificaram disso!”

Sobre a possibilidade do afastamento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB) e da presidente Dilma Rosseff (PT), Bolsonaro foi irônico.

“Eu sou cavalheiro! Primeiro as damas! Se o Cunha cair primeiro, a Dilma fica até 2018, no meu entender!”

O parlamentar evitou manifestar seu voto, no processo contra Cunha, no Plenário da Câmara Federal “Chegando ao plenário, as pessoas vão saber meu voto!”

Inquirido a respeito das acusações contra Cunha, Bolsonaro afirmou: “Pelo que tudo indica, ele realmente fez parte daquele grupo que fez aquele estrago na Petrobras. Mas ele entrou porque o ex-presidente Lula e a presidente Dilma permitiram, em troca de apoio no Congresso!”

Bolsonaro se manifestou preocupado, por conta do atual crise institucional. “Eu tenho uma grande preocupação, se, mesmo via democrática, venhamos a tirar a Dilma de lá, eles possam nos lançar novamente numa aventura semelhante à do passado!”

Já num exercício de agradar ao eleitor da Região, Bolsonaro saiu em defesa da BR 319: “Se pegarmos os mapa das terras indígenas aqui do Amazonas, o Estado está completamente inviabilizado para qualquer coisa! Pra você rasgar uma estrada aqui, essa estrada vai virar uma verdadeira cobra, para que se possa desviar de terras indígenas!”

O deputado aproveitou para alertar sobre o risco de internacionalização da Amazônia, que segundo ele, foi discutido durante a Conferência do Clima (COP 21), na França.

“Vocês, aqui, estão em cima de uma Serra Pelada (referência a um garimpo aberto no Estado do Pará, na década de 1980), e têm que dar valor a isso! E nós temos que ‘bater muito!’ A Amazônia não é patrimônio da humanidade! Não pode ser gerida de forma compartilhada! Nós estamos aqui ajudando a internacionalizá-la ou desnacionalizá-la! Agora, na França, tá pra ser decidido, que, sob o pretexto de determos as variações climáticas, tornar essa área aqui patrimônio da humanidade! E nós, vocês aqui, não vão poder fazer mais nada!”, afirmou

Apesar de negar o clima de pré-campanha, Bolsonaro foi apoiado por uma estrutura digna de candidato, que incluiu uma série de automóveis, inclusive quatro picapes, para se movimentar pela capital do Amazonas.

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