O comandante militar da Amazônia (CMA), general Eduardo Villas Boas, manifestou, nesta terça-feira (14), o sentimento de que os homens que desapareceram na BR 230, a rodovia federal Transamazônica, no último dia 16 de dezembro, podem realmente estar mortos. Pela manhã, o general Villas Boas, que acaba de chegar de Humaitá, onde estava coordenando as ações das forças federais enviadas pelo Governo Federal ao Sul do Amazonas, destacou as medidas que devem ser adotadas nos próximos dias na Região, em relação aos últimos acontecimentos.
“Houve uma reunião em Brasília, convocada pela presidente Dilma Roussef, com a presença do vice-presidente, dos ministros da justiça, da Casa Civil, e do ministro da Defesa, e foi determinada a adoção de medidas com duas perspectivas: medidas emergenciais para pacificar a região e permitir que a vida volte ao normal; e o atendimento das necessidades emergenciais, principalmente das comunidades indígenas e, em seguida, as medidas de médio e longo prazo, de caráter estruturante, para melhorar as condições região e oferecer alternativas de sustento à população indígenas, que não seja aquela oferecida pelo pedágio. Nesse fim de semana, tivemos reuniões com todas as autoridades locais envolvidas nesse processo, onde foram definidas essas medidas emergenciais, e, depois, tivemos uma reunião na comunidade indígena Tenharim-Marmelo, onde essas medias foram apresentadas a eles, e acertada asuspensão do pedágio, que é uma das causadoras dessa celeuma.”
Sobre os três homens que desapareceram na BR 230, nas proximidades da reserva dos índios Tenharim, o general Villas Boas acredita que eles podem realmente estar mortos, mas ressaltou que apenas as investigações em andamento é que poderão confirmou isso.
“Há um sentimento, hoje, de que, realmente, provavelmente estejam mortos, mas a Polícia Federal (PF) está fazendo um trabalho muito criterioso de investigação – e, nesta semana passada, inclusive levou mais meios científicos para apurar o que houve realmente, e essas investigações não estão sendo divulgadas, pelo motivo óbvio de não prejudicar o andamento e não causar mais angústias e mais celeumas, e nós estamos aguardando os resultados. São três investigações paralelas em andamento: a do falecimento do índio Tenharim, a das depredações e a dos desaparecimento dos três rapazes.”
O general Villas Boas confirmou as ordens do palácio do Planalto para que as forças federais continuem na região e revelou que o número de homens na área deve aumentar, nos próximos dias inclusive com a participação de forças policiais do Estado do Amazonas.
