Com a chegada do período chuvoso, que vai de novembro a maio, no Amazonas, uma das principais preocupações da população é o aumento do número de casos da gripe H1N1. De janeiro a outubro deste ano, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) registrou 39 casos de H1N1, com sete mortes. Em 2015, a doença não foi notificada no Estado.
De acordo com a médica Amanda Alecrim, com a intensificação das chuvas, a tendência é aumentar a circulação do vírus que causa a doença. Ela ressalta que os meses considerados mais frios são os mais propícios à transmissão do H1N1, mas isso não é uma regra. “Em 2016, os casos de H1N1 aumentaram consideravelmente, no Brasil, ocasionando um surto da doença em março, antes mesmo do período de pico”, relatou.
Segundo Amanda Alecrim, que também é diretora da Clínica Vacinar, a vacina contra H1N1, que é indicada a partir dos seis meses de idade, deve ser repetida anualmente, para que a pessoa esteja imunizada, independente da época do ano. A vacina, que não está disponível gratuitamente na rede pública de saúde, mas pode ser encontrada na rede privada, é a quadrivalente, que protege contra H1N1 e também e os outros tipos de vírus da gripe. Amanda Alecrim explica que, quem se vacinou em 2016, está imunizado até o final do ano. Quem não se vacinou, deve fazer isso o quanto antes. A médica alerta que, somente com a imunização, é possível reduzir os riscos de surtos e a evolução para a forma mais grave da enfermidade.
Assim como a gripe comum, a transmissão da H1N1 acontece por meio de espirro e tosse, porém, a doença pode ocasionar complicações graves, como a insuficiência respiratória, que pode levar o paciente à morte se não for tratada imediatamente.
Os sintomas da H1N1 são os mesmos da gripe comum: febre, calafrios, tremores, dor de cabeça e de garganta, perda de apetite e tosse. Além da vacinação, algumas outras medidas devem ser adotadas como prevenção à doença: manter as mãos higienizadas; cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, ter boa alimentação e evitar lugares com grande aglomeração de pessoas.
Dengue – Outra doença que aumenta com a chegada do período chuvoso, mas que pode ser prevenida com vacina é a Dengue. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina chamada de Dengvaxia é a única disponível no mercado contra a doença. A vacina apresenta 93% de proteção nos casos graves de Dengue e redução de 88% das internações. É aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas. “A partir da primeira dose, a vacina já provoca uma resposta imunológica do organismo. Mas, para proteção total, é preciso concluir as três doses”, afirmou Amanda Alecrim.
A vacina é indicada para as pessoas de 9 a 45 anos, principalmente, para as que vivem em áreas endêmicas, como é o caso do Amazonas. Amanda Alecrim orienta a população a também reforçar o combate aos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, eliminando o acúmulo de água em recipientes.

