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Greve dos servidores da SUFRAMA ameaça paralisar fábricas do PIM

Cerca de 400 funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ‘cruzaram os braços’, na manhã desta quarta-feira (19). A greve e pode parar as atividades das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os servidores reivindicam reajuste dos salários e a estruturação da careira de servidor da instituição.

De acordo com o diretor do sindicato dos servidores, Sidney Nunes, as reivindicações foram colocadas ao governo há quatro anos, sem que os servidores tivessem qualquer resposta. Ele alerta que o movimento pode parar o funcionamento do órgão e, em consequência, as próprias empresas.

“Toda mercadoria que entra na ZFM precisa do aval da Suframa, então, tanto mercadoria que se destina a indústria quanto ao comércio vai ficar parada, enquanto nós não tivermos uma reposta do Governo Federal.”

 

O superintendente da autarquia federal, Tomaz Nogueira, saiu em defesa das reivindicações dos servidores, mas disse que a paralisação pode prejudicar outros trabalhadores e o Estado.

“Tem uma defasagem salarial mito forte, na Suframa. No documento que foi apresentado à Presidência da República, a Suframa aparece no 144º nível de remuneração, dentro do Governo Federal. O analista técnico administrativo da Suframa, de nível superior, tem um salário de R$ 4. 210, inferior a um auxiliar de serviços gerais do Ipea, que ganha R$ 4. 700. Então essa defasagem, pelo nível de responsabilidade, grau de complexidade das tarefas, efetivamente precisa ser corrigida. A postura da Suframa é clara: nós respeitamos o direito de greve! O que nós precisamos é de uma postura madura, no sentido de também respeitar aqueles que desejarem trabalhar. Há mais de 120 mil empregos também em jogo nisso. A solução da questão não pode mais ser escamoteada. Temos de sentar e discutir, mas a Superintendência vai trabalhar para asegurar para trabalhar o funcionamento mínimo da instituição!”

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, as reivindicações dos grevistas são justas, mas a greve vai impor prejuízos às atividades das empresas e aos outros trabalhadores.

“Ninguém está questionando a licitude do pleito do servidor da Suframa. Me parece que é lícito, sim. Agora, o que estamos com receio é do cerceamento do direito das empresas e do comércio, de exercerem seu papel social, que é desenvolver a sua atividade, recolher seus tributos e gerar emprego. E é por isso que rogamos pelo bom senso, tanto por parte do Governo Federal, para que aprecie esse pleito da melhor forma e mais coerente possível, quanto por parte dos servidores, para que não tragam maiores prejuízos à sociedade da nossa terra, aos trabalhadores do PIM e do comércio.”

De acordo com o comando do movimento grevista, a paralisação deve se estender até que se os servidores cheguem a um acordo com o governo federal.

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