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Governo vai subsidiar calcáreo e mecanização da agricultura, no Amazonas

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O governo estadual vai dar subsídio de 50% para o calcário e 85% do custo para a mecanização da agricultura, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror), para os produtores rurais do Estado, dentro do Plano Safra Amazonas 2015-2016, que será lançado no próximo dia 17, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (12), pelo secretário de estado da Produção Rural, Sidney Leite, durante o encerramento do 1º Ciclo de Palestras de Pecuária de Corte e de Leite do Amazonas, no auditório do Ifam, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).

O incentivo é apenas uma parte do pacote de medidas que somam R$ 350 milhões e que serão lançadas com o objetivo de alavancar o desenvolvimento do setor primário como potência econômica voltada à geração de emprego e renda no campo e ao aumento da produtividade.

“Temos alguns desafios e estamos buscando superá-los. Essas medidas são a base de um trabalho que tem meta e busca melhoria de resultados ainda neste Governo. Além disso, ele está consolidado de forma de tão consistente, com integração entre setor privado e políticas públicas norteadoras que poderá ter continuidade em outras gestões sem qualquer problema”, explicou o secretário.

Ainda de acordo com o secretário, o plano contemplará o fomento para o pequeno produtor. Todo o estudo é feito para o trabalho em áreas já devastadas, visando a garantia de uma produção sustentável.

Aproximadamente 200 pessoas entre pequenos, médios e grandes pecuaristas, representantes de associações, empresários, autoridades e profissionais ligados ao setor primário participaram do último dia do ciclo de palestras voltados para tecnologias avançadas de criação de gado.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, existem pelo menos 18 mil fazendas cadastradas junto à Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), que realiza a vacinação contra a febre aftosa, e a estimativa é de que pelo menos 60 mil pessoas tenham a pecuária como atividade econômica no Estado. “É um segmento de grande importância econômica e social e, por isso, este seminário é importante: para ajudar no desenvolvimento dessa atividade com bases técnicas e sólidas, para que a gente possa melhorar a nutrição animal, a genética e pastagens”. A FAEA foi um dos parceiros do evento.

O médico veterinário Hermes Pessoa, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Parintins, afirmou que ao estipular metas, as orientações técnicas servirão para conduzir o ressurgimento dessa atividade econômica na região, que já foi um expoente da pecuária no Estado. “Isso é importante até para a segurança alimentar da população. Hoje, o Acre, o Pará e Rondônia estão nos abastecendo e, num futuro muito breve, ficaremos somente com os 15% da produção de dentro do Estado, já que a demanda por exportação para outros Países é grande. Ficaremos, então, com um déficit e isso não é interessante para ninguém, porque traz custos altos e insegurança para a sociedade”, afirmou.

O evento iniciou em Santo Antônio do Matupi (distrito de Manicoré) no último dia 8, no Parque de Exposições Amadeu Rodrigues Vidal (km 180 BR-230) e seguiu para Manaus. O evento na capital foi realizado no dia 10, no Auditório Cetam (Av. Dom Pedro, nº 2354 – em frente à Vila Olímpica).

Os médicos veterinários Leandro de Carvalho Paiva, consultor da Associação Brasileira de Criadores de Girolando (gado); Homéro Brito Ribeiro, da Curral Consultoria e Planejamento Pecuário; João Paulo Barbuio, mestre em Reprodução animal pela USP; e os consultores da empresa La-agro, Daniel Souza Ferreira e Rodrigo Peter Rodrigues encabeçam as palestras.

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