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Governo paga parte da ajuda de custo do programa Tratamento Fora de Domicílio

– (fotos: Divulgação e Artur Gomes/Aleam) – Após insistentes apelos dos pacientes em Tratamento Fora de Domicílio (TFD), mais de 3,4 mil pessoas voltaram a receber parte da ajuda de custo do governo do Amazonas. Elas estavam sem assistência nas emissões das passagens aéreas e no repasse do auxílio financeiro.

O problema acabou chegando à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e, após atuação dos parlamentares, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) repassou, de forma parcial, o valor de R$ 1.790.062,37 para empresa Uatumã Turismo e Eventos Eirelli, responsável pelos serviços de agenciamento de viagens dos pacientes e acompanhantes cadastrados no programa TFD.

Argumentando os sucessivos recordes de arrecadação do Estado, o deputado Wilker Barreto (  ) defendeu a regularização da ajuda financeira do programa TFD e a manutenção da prioridades do atendimento aos cidadãos assistidos.

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“O que  não entendo e não concordo é como que um Estado que vai fechar quatro anos com excedentes de receita, deixa que um pai, uma mãe, um filho ou uma filha fiquem sem suas passagens, não estão pagando nem diárias. Quem está no TFD são pessoas humildes que não têm condições de pagar suas passagens e nem de quem está doente. O que estão fazendo no TFD é criminoso”, afirmou o parlamentar.

SUS

Coordenado pela SES-AM, o Tratamento Fora de Domicílio – TFD é uma estratégia das secretarias de saúde, estaduais e municipais, e consiste em garantir assistência à saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em outros Estados, quando não houver mais possibilidade de recuperação total ou parcial da saúde do paciente no seu local de domicílio.

Após o seu pronunciamento, o deputado da base governista na Casa Legislativa, Dr. Gomes (PSC) se posicionou afirmando que o secretário da SES, Anoar Samad, durante reunião com familiares dos pacientes em TFD, ficou acertada a liberação de R$ 1,9 milhão naquele mesmo dia (13/12), mais R$ 3,9 milhões até o dia seguinte (14/12) e o restante de R$ 1 milhão até o final do ano (31/12), totalizando cerca de R$ 6,8 milhões.

Até o momento, foram pagos R$ R$ 1.790.062,37 à empresa Uatumã, conforme consta no Portal da Transparência. Para Barreto, a liberação parcial do pagamento não soluciona o problema e coloca em risco a saúde dos pacientes que buscam atendimentos como consultas médicas para avaliação clínica, soroteca (armazenamento de amostras biológicas) e tratamento pós-transplante renal, de medula e do coração.

“As famílias dos pacientes estão pedindo a compreensão dos gestores estaduais, afinal, são pessoas que buscam o TFD para encontrar o mínimo de chances e de esperança de vida em outros Estados”, disse Barreto.

 

 

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