Uma ‘greve branca’ de policiais civis do Amazonas, a partir de segunda-feira (21), pode deixar a a população da capital sem o atendimento de casos nas ruas e registro Boletins de Ocorrências (B.O’s) nos Distritos Integrados de Polícia (DIPs) da cidade.
Anunciada ainda extraoficialmente, a paralisação seria para reivindicar melhorias de trabalho. Os agentes da Polícia Civil exigem, ainda, o cumprimento do acordo do escalonamento salarial firmado ainda em 2014. Com o escalonamento, todos os policiais teriam um reajuste de 10% sempre que fossem promovidos para um nível mais elevado.
A possível paralisação foi divulgada com várias fotos, inclusive nas redes sociais. Nas fotos, os agentes aparecem com cartazes de apoio ao movimento grevista.
Alguns policiais afirmam que, entre os funcionários públicos, há rumores entre que o governador José Melo vai deixar de pagar o reajuste do escalonamento firmado com a categoria.
O Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), por meio do presidente da entidade, Moacir Maia, nega qualquer movimentação no sentido da ‘greve branca’. Segundo Maia, a possibilidade de paralisação existe, mas isso só será deliberado após uma reunião com Melo.
Moacir Maia admite que a categoria está “realmente passando por uma situação delicada dentro das delegacias, mas não vamos deixar de atender a população. Pelo menos até que o governador dê uma resposta final sobre a nossa pauta de reivindicações”, afirma.

