
Atraso para o fim da apuração se deve a uma única urna que teve de ser substituída por cédulas de papel. Caso aconteceu em Coari, no interior do estado.
Após mais de 41 horas do fim da votação do 1º turno, a apuração dos votos no Amazonas chegou ao fim. O atraso se deve a uma única urna que teve de ser substituída por cédulas de papel. O caso aconteceu em uma comunidade ribeirinha em Coari, no interior do estado.
Na contagem final, com 100% das urnas apuradas na manhã desta terça-feira (4), dos votos da última urna apurada no país, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), obteve 99 votos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 111 votos.
A contagem total na cidade deu vantagem para Lula, que recebeu 58,38% (20.350 votos). Bolsonaro recebeu 36,16% (12.606 votos).
A seção fica na Comunidade Canavial, na Zona Rural do município e, com o acesso difícil, a urna de lona com os votos em papel demorou a chegar à sede do município, onde foi feita a contagem.
Segundo a Justiça Eleitoral do município, a comunidade recebeu duas urnas, sendo uma eletrônica e a outra manual. Como a urna eletrônica apresentou problema na bateria, os mesários acionaram a tradicional.
Os votos só chegaram na sede do município por volta de 13h de segunda-feira (3). A dificuldade no transporte, segundo o juiz eleitoral Eliezer Fernandes Júnior se deu por conta da seca do rio, problema que pode ser agravado no segundo turno, já que a vazante continua.
“Na comunidade não tinha energia elétrica. A votação começou normalmente, mas foi interrompida com o fim da bateria”, disse o juiz eleitoral Eliezer Fernandes Júnior.
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Lula e Bolsonaro vão disputar 2º turno no dia 30 — Foto: Andre Penner/AP; Evaristo Sá/AFP
