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Funcionários terceirizados da saúde paralisam as atividades e se queixam de salários atrasados

A manifestação saiu da sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), situada na avenida Djalma Batista. Em formato de passeata, eles caminharam até a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na avenida Mário Ypiranga. Eles entraram cantando o hino nacional e ficaram nas arquibancadas do plenário até às 11h da manhã.

O grupo de funcionários terceirizados de diversas unidades de saúde, como do Hospital Getúlio Vargas (HUGV), Platão Araújo, Maternidade Balbina Mestrinho, Hospital Infantil Dr. Fajardo e condutores de ambulâncias que fazem as transferências entre as unidades de saúde em caso de situações mais graves, formado em sua maioria por enfermeiros e técnicos, funcionários das empresas Salvare e Total Saúde, que tiveram seus bens bloqueados pela operação ‘Maus Caminhos’, da Polícia Federal (PF), pedia o pagamento dos salários.

Durante a tarde, eles ocuparam o pátio da Secretaria de Saúde do Estado (SUSAM). A reivindicação é única: o atraso de salários, e segundo a técnica de enfermagem, Katia Cristina Santos, que trabalha há dois anos nas ambulâncias do estado, está sem receber no período de três meses.

Já Érika da Costa, técnica de enfermagem no Hospital Platão Araújo, na zona Leste, também está há 4 meses sem receber. Além da falta dos salários, ela quer saber o que será feito com os funcionários da empresa.

Em nota, a Susam informou que assumiu temporariamente a gestão dos serviços terceirizados realizados pelas empresas Salvare, D flores simea é total saúde, investigadas pela polícia federal. A secretaria também assumiu o compromisso de pagar os salários atrasados, porém aguarda a assinatura do termo de ajuste de conduta junto ao ministério público para ter o recurso liberado.

Off: As empresas estão com as contas bloqueadas desde a investigação da operação maus caminhos que prendeu o dono da empresa, o médico Mouhamad Moustafa, por desvios de dinheiro da saúde do estado.

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