
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), explicou, em Nota, no início desta noite, qual foi a “alteração” registrada, nesta quinta-feira (6), no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), no km 8 da BR-174, zona Rural de Manaus, área onde estão localizadas as principais unidades do Sistema Prisional do Amazonas.
De acordo com a Seap, dois agentes de socialização da empresa Umanizzare foram feitos reféns por cinco internas do pavilhão 1, durante o banho de sol, próximo ao horário da tranca da unidade. Segundo a Seap, elas reivindicavam “melhorias de convivência e melhor estrutura” no presídio.
Ainda segundo a Seap, após as devidas negociações, as internas se renderam e os reféns foram liberados.
Confira a Nota:
NOTA – ATUALIZAÇÃO DA OCORRÊNCIA NO CDPF
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) esclarece que as 15h10 desta quarta-feira (06/09), o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), localizado no km 8 da BR-174, registrou o início de uma alteração na unidade. Dois agentes de socialização da empresa co-gestora foram feitos de reféns por cinco internas do pavilhão 1, durante o banho de sol, próximo ao horário da tranca da unidade. Após isso as demais internas, aproximadamente 39, do pavilhão 1 ajudaram a manter os reféns.
A ocorrência foi coordenada pelo secretário executivo adjunto da Seap, major Klinger Paiva e pelo coordenador do sistema penitenciário, major Lima Júnior, que juntamente com equipes da secretaria, da Polícia Militar do Amazonas e Força Nacional, realizaram as negociações com as internas, que aceitaram liberarem os reféns com a presença de um representante dos Direitos Humanos.
Por volta das 18h, as internas se renderam e os reféns foram liberados. As cinco presas envolvidas na ocorrência serão colocadas no isolamento como forma de punição administrativa. A Seap reforça que os demais procedimentos administrativos e disciplinares serão aplicados.
O secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, explica que todas as reivindicações das internas foram ouvidas pelas equipes que realizam as negociações, e que alguns pontos para melhorias na convivência e estruturas serão estudados. O secretário afirma ainda que o Estado não vai admitir que sugestões, críticas ou queixas dos internos do sistema prisional sejam repassadas através de ações como a de hoje. Cleitman Coelho ressalta que o diálogo de forma pacifica deve ser usado e que atitudes que colocam em risca a vida de pessoas inocentes não podem ser utilizadas como manobras de exigência ou enfrentamento da população carcerária.
