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Relatório do INPE mostra que fumaça sobre Manaus vem de outros Estados

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Baseado em relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Governo do Amazonas informa que a fumaça que se concentra sobre a Região Metropolitana de Manaus (RMM), nos últimos dias, é proveniente de queimadas no Estado do Pará e do Maranhão. Relatórios apresentados pelo Inpe, com dados de 1º e 2 de dezembro de 2015, que mostram a distribuição de focos de calor na Amazônia Brasileira, revelam a concentração na porção norte do Estado do Maranhão e central do Estado do Pará, são as fontes de emissão de fumaça na região, que está sendo deslocada pelas correntes de vento de leste, nas últimas 24 horas.

Na manhã desta quarta-feira (02), durante o lançamento do Plano de Intensificação de Combate à Dengue, Chikungunya e Zika vírus, na sede do Governo, o governador José Melo falou sobre o assunto. Ele disse que, ao perceber que a fumaça havia voltado, pediu explicações à área ambiental, que constatou ser a mesma “importada” de outros Estados.

“Como os ventos mudaram de direção, nos últimos quatro dias, eles trouxeram essa fumaça para cá. O trabalho que estamos fazendo na RMM e nos outros municípios deu resultado. O INPE deu toda a imagem de satélite, nos últimos 20 dias e a redução foi substancial nos focos que tinham, em relação a quando nós iniciamos os trabalhos. Portanto, essa é uma fumaça importada”, garantiu José Melo.

A informação se consolida com um outro quadro do INPE mostrando que a fumaça é oriunda de queimadas concentradas principalmente no centro-oeste do  Pará, no norte do Maranhão e noroeste do Mato Grosso.

Os dados apresentados mostram, ainda, o Histograma de Focos de Calor, nos últimos sete dias, na Amazônia Ocidental, (entre 25 de novembro e 02 de dezembro). No quadro de distribuição dos 5.784 focos registrados no período, o Pará, que aparece em primeiro lugar, produziu 3.154 focos; o Maranhão, 1.214; o Amapá 378; o Mato Grosso, 375, e o Amazonas 266.

Na distribuição dos 266 focos de queimadas no Amazonas, os municípios de Urucurituba, com 26 focos; Barreirinha com 23; Boa Vista do Ramos, com 21, e Maués, com 20, foram os que mais produziram focos de calor, revela o relatório.

Ações de Controle – No dia 13 de outubro, o governador José Melo decretou Estado de Emergência em Manaus e mais 11 municípios da Região Metropolitana, por conta do agravamento do clima e da forte fumaça nesses municípios, ao mesmo tempo em que lançou um plano preventivo de combate aos focos de queimada nessa região e outros municípios prioritários.

Uma ação coordenada entre órgãos ambientais do Estado, federais e dos municípios em parceria com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental a partir do Centro Integrado de Multiagências para o Combate às Queimadas no Amazonas (Cimaam), instalado na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), permitiu o monitoramento e uma ação eficaz no controle e combate ao fogo, aliada ao início do período chuvoso no Amazonas.

O trabalho integrado inclui intensa fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos, além do aporte financeiro e compra de equipamentos aos Bombeiros, formação de equipes de brigadistas em vários municípios, campanhas publicitárias, entre outras ações.

Todas as ações são coordenadas a partir da Sala de Monitoramento, que funciona ao lado do Centro Integrado Multiagências, na Sema, de onde os órgãos de fiscalização fazem monitoramento por satélite dos focos de calor e partem para a fiscalização em campo.

 

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