
A maternidade Balbina Mestrinho é a única da rede pública do Amazonas a oferecer partos humanizados às grávidas que tiverem condições físicas de ter o filho na água, na rede, ou na maca, com procedimento naturais. A maneira, muito conhecida pela celebridades, logo de cara não agrada às mulheres, mas depois, quando ela conhece os procedimentos e o trabalho da equipe especializada de enfermagem, acabam se apaixonando, como explica a diretora da maternidade, Rafaela Farias.
“Nós conseguimos fazer de duas suítes, transformamos em quatro suítes e, nessas suítes, nós também temos um ambiente acolhedor para as mulheres que têm vínculos com outras etnias, como é o caso das indígenas, quilombolas e até mesmo de estrangeiras.”

Ao todo, são cinco suítes com banheira e todos os equipamentos, para proporcionar o momento especial seguro e confortável. Tanto cuidado rendeu à maternidade indicação ao prêmio nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O parto na água trouxe esse destaque. A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou o nosso projeto entre 329 outros projetos e nós estamos na fase final, justamente porque mostra o SUS que dá certo e a valorização e o empoderamento da mulher para ter o bebê de uma maneira natural.”

O parto humanizado, segundo os profissionais, garante à gestante mais conforto, antes e durante, proporcionando ao pai a oportunidade de participar ativamente do nascimento do bebê.
“Ele participa do processo de parto e no corte do cordão umbilical com juramento.”
O juramento do cordão umbilical na maternidade existe com textos em português, espanhol e indígena.
Na terça-feira (20), a equipe de avaliação acompanhou os partos realizados na maternidade e conversou com pacientes e familiares.
